domingo, 27 de setembro de 2009

Show de Horrores












Há certos acontecimentos que ficam gravados na memória por toda a vida. Não importa se você se dedica a esquecer, ou se tem mais de um século ou até mesmo mal de alzheimer. Aquela lembrança vai sempre te acompanhar, como um fantasma vingador a te assombrar diariamente. Digo isso porque há algo que eu anseio por esquecer. É uma maldita sexta feira 13. Sempre, quando lembro-me daquela noite, mesmo depois de sessenta anos, não consigo controlar o frio na espinha e o arrepio que me invade a nuca.
Vou contar-lhes como foi. Não espero que dêem crédito a esta estória. Parecerá mais um conto de Bruno Wolff. Mas digo-lhes agora, não fora somente eu que passei pelo que vou lhes narrar. Creio que alguns morreram e os que sobreviveram, bem... ficaram meio estranhos e bizarros. Eu por outro lado... bem vocês vão saber.

Naquela época tinha dezoito anos e estudava á noite. Era um sacrifício enorme pois morava num sítio á três quilômetros da escola. Ia e voltava todos os dias a pé. Não havia condução para me levar, pois era o único daquela redondeza que estudava e além disso a prefeitura não achava nem longe e nem perigoso pra um jovem caminhar por lá sozinho á noite. Idiotas inúteis.
Juro que se não tivesse sonhos jamais me daria ao trabalho de fazer aquele percurso perverso.
A estrada era de terra. As árvores ao redor sempre lançavam sensação de que houvessem vários olhos me espiando. Mas isso até que não me incomodava tanto e sim ter de passar em frente ao cemitério. Durante aqueles anos nunca havia acontecido nada de excepcional, mas, naquela funesta sexta-feira fora diferente.
Voltava pra casa depois da aula em companhia de meu inseparável companheiro, o medo. O ar estava parado, deixando as árvores imóveis. Nem mesmo uma única folha balançava em seus galhos retorcidos e secos. A lua era uma pequena fatia de queijo brilhante no céu. O breu era quase total. Tentava ao máximo ignorar os ruídos que os animais faziam. Isso tudo deixava o lugar mais assustador. Pelo menos tinha uma lanterna, esta segurava á minha frente, evitando ao máximo clarear pelos lados.
Quando me aproximava do cemitério, como sempre meu coração disparou, tremia e fazia de tudo pra tentar ignorá-lo, mas não obtive êxito. Ao me aproximar do portão cemiterial, ouvi algo que me fez perder as forças, ficando parado ali, imóvel. Tinha ouvido uma risada baixa, vinda do portão. Minhas pernas naquela hora em que mais precisava se recusavam a me obedecer e ainda por cima minha vontade era no mínimo não olhar pra lá, mas meus olhos comichavam de curiosidade horrorizada. Virei vagarosamente para ver o autor da risada, "Só pode ser um louco!" pensei.
Mirei então a lanterna no portão do cemitério e vi apenas o que deveria ter num, mas depois de um momento percebi algo se mexer a um ponto a minha esquerda e o iluminei. Achei ter visto uma silhueta de uma pessoa, mas sumira repentinamente.
Minhas pernas então pareciam ter tomado noção de estar ali. Comecei a andar. Minha lanterna apontada á frente, mas novamente ouvi a risada, desta vez mais alta.
Travei de novo. O pânico dominava minha mente, fazendo-a ficar centrada no medo e por conseqüência fazendo-me perder o sentido da caminhada. Então o que eu mais receava aconteceu, aquela risada fora substituída por palavras.
_ Ei garoto! Venha até aqui! Vamos nos divertir um pouco.
A voz era estranhíssima, um chiado alegre e quase infantil. Tentei me concentrar e fazer minhas pernas me obedecerem.
_ Venha, venha garoto, venha até o portão. - a voz dizia - Não tenha medo meninão, apenas quero lhe proporcionar um pouco de humor, venha, venha, venha...
Ouvindo aquelas palavras pronunciadas num tom alegre, perdi um pouco do medo. Pensei ser o vigia querendo me distrair e se distrair também da monotonia do trabalho, mas se naquela hora tivesse me lembrado de que jamais vira um vigia ali á noite, não teria ido até lá.
Ao me aproximar, iluminei tudo o que estava ao meu alcance, mas nada vi a não ser as lápides, mausoléus, a capelinha e curiosos anjos de pedra. Imaginei ser uma alma penada a me assombrar em plena sexta 13 e tomando conta disso me virei pra correr, mas ao fazer isso ouvi a voz atrás de mim.
_ Aqui estou meninão.
Me virei e mirei a lanterna onde tinha vindo o som da voz e o que vi me fez soltar um urro de pavor e em seguida ao recuar, cair sentado.
Aquilo não era um vigia e sim um palhaço, mas era terrível. Seu rosto era branquíssimo, com sobrancelhas negras e grossas que emendavam uma a outra. O nariz era uma bola preta, seus olhos eram misteriosos como a noite e a boca era um terrível rasgo vermelho. Vestia um macacão preto com uma camisa vermelha por baixo.
_ Não precisa ficar assustado meninão, - ele soltou uma gargalhada, mostrando 32 dentes afiados e podres, cobertos de puro limo - eu só quero brincar.
Não consegui dizer nada, apenas fitava-o aterrorizado à luz da lanterna.
_ Gosta de palhaçadas? - abriu o portão e se aproximou de mim. Eu estava com a bunda colada no chão poeirento incapaz de me mover - Vou chamar meus dois assistentes pra me ajudarem. Espero que goste e solte bastante gargalhadas hahahahah. Bill, Kittie vamos alegrar mais um coração hahahahahaha.
O pior ainda estava por vir!
Veio até nós então e parando diante de mim uma caveira desengonçada de uns dois metros de altura e um fantasma de uma velha, esta vestia uma roupa surrada e tive certeza de que eram do início do século dezoito.
Ah, como desejei não estar ali! O que não daria pra fechar os olhos e ao abri-los me ver em segurança na minha casa. Mas era impossível, tinha que encarar o fato.
_ Fique atento meninão, se delicie com nosso espetáculo.
O palhaço tirou de dentro de um dos bolsos do macacão um enorme saco volumoso, "Céus como aquilo cabia naquele minúsculo bolso. Até hoje não sei!" e de dentro dele tirou algo que me fez sentir ânsia de vômito. Era a cabeça de um homem em avançado estado de decomposição. Tinha cabelos longos e grisalhos e a boca aberta revelava dentes quebrados. Lançava um cheiro terrível.
_ Vamos brincar um pouco..., companheiros, aos seus lugares.
Eles então formaram um círculo.
Fez então alguns malabares com a cabeça de puro podridão, deixando-me tonto. Depois jogou-a para o esqueleto, este também brincou um pouco com ela. A velha fantasma parecia ansiosa para mostrar o que sabia fazer com ela, mas quando o esqueleto a jogou pra ela, foi até engraçado, a cabeça a atravessou indo cair e rolar no chão. Ela ficara contrariada.
_ Querida, que pena! Não pôde segurar a cabeça...- disse o palhaço - Vamos pro próximo número.
Tirou então do bolso traseiro um saquinho de pão e cobriu a cabeça do esqueleto. Em seguida tirou uma cabeçinha de boneca.
_ Vai me ajudar nesse número meninão.
Segurou meu braço e depositou a cabeça da boneca na palma da minha mão e cobriu-a com um lenço vermelho. Pôs-se a gesticular as garras sobre o lenço e pronunciou algo que não pude entender. Senti a cabeça da boneca pesar, parecia crescer. Depois então o palhaço parou de se 'esquesitar' e arrancou o lenço, e pra minha surpresa lá estava o crânio do esqueleto. Ria, fazendo um barulho engraçado com a boca óssea, atirei-o ao chão.
_ Coitado! - exclamou a mulher fantasma ao ver a cabeça de seu companheiro rolar na poeira.
_ Surpreso? - perguntou o palhaço - ainda não acabou.
Foi até o esqueleto e retirou o saquinho e lá estava a cabecinha da boneca que piscava e sorria para mim horrivelmente.
Não pude deixar de rir nervosamente, era hilário.
O palhaço então voltou a cobrir a nova cabecinha do seu assistente com o saquinho e pegou o crânio no chão, cobriu-o novamente com o lenço e pronunciando algumas palavras estranhas, desfez o "truque". O saquinho de pão foi retirado e lá estava a cabeça original do esqueleto. Ao apalpá-la percebendo que era a sua, pôs-se a dançar debilmente satisfeito.
_ Esta gostando meninão? - perguntou o palhaço reparando minha expressão, - relaxe e goze! Ainda não acabou. Assistentes preparem-se para o próximo número.
O palhaço então começou a cantar uma música em que falava de animais e toda vez que ele falava o nome de um, o fantasma e o esqueleto imitavam o animal. Na música tinha uma cobra com dor de barriga; um peixe com coceira na espinha; uma galinha botando um ovo de avestruz e vários outros animais em situações estranhas e engraçadas.
Os assistentes davam o máximo de si. Eram bons imitadores, devo admitir.
Então, o inesperado aconteceu. Quando o palhaço terminou de cantar a música, disse:
_ Ao próximo número! - o sorriso desapareceu e seus olhos ficaram terrivelmente cheios de maldade assassina: - Confesso-te garoto que é um dos que mais gosto porque terá 100% de sua participação e o que é melhor: teremos algo seu para nossa coleção. - e apontou para o saco no chão.
Gelei.
O palhaço pegou novamente o lenço vermelho e de um outro bolso tirou um nojento filhote verde de cobra. Ia me levantar para correr, mas o palhaço pôs o pé enorme sobre meu colo impedindo-me de levantar. O assistente desengonçado veio atrás de mim, segurou minhas mãos ás costas com uma única mão fria. Me debatia tentando me livrar de tudo aquilo, mas foi inútil.
O mágico dos infernos pôs-se balbuciar palavras á minha frente. Senti então um formigamento na minha parte íntima. Céus ele ia substituir o meu peru por aquela cobra horrenda!...
Pus-me então a rezar. Implorava a Deus pra ser salvo e milagrosamente fui atendido. Ao longe ouvi um barulho de sucção, os de pneus de um automóvel triturando cascalho. As pestes ao meu redor logo se deram conta disso. O palhaço parou de balbuciar, o formigamento cessou e fui solto das garras do esqueleto.
_ Que pena meninão, não vai dar pra terminar o número. - disse o palhaço sem graça.
_ Haaa que pena - lamentou a velha fantasma - queria tanto ver um peru!...
Então os três se afastaram cantando e dançando. "Pela escuridão da noite vivemos a vagar, a procura de um desprevenido pra nossos números mostrar".
Me levantei e corri para a estrada, gesticulando pro carro parar.
Ao parar vi que era o carro de um velho, vizinho meu.
_ Jordãnio, já devia estar em casa. - disse-me – O que faz aqui agora?
_ Você não vai acreditar! Vamos, não quero ficar nem mais um minuto aqui...
Partimos então, eu, totalmente e milagrosamente inteiro.

Fica então o aviso: Jamais andem sozinhos ás escuras á noite. O trio pode lhes aparecer pra substituir alguma parte do seu corpo.
Agora, ainda hoje me pergunto: O que será que ficou no lugar daquela cabeça em estado de decomposição?

FIM

de Bruno Wolff


Revisado em setembro de 2010

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Noite Conturbada





Não era a primeira vez que Jonas se deitava temeroso para descansar. Adorava ler livros e assistir a filmes de terror e isso sempre lhe causava certo “desconforto” na hora de dormir. Mas ele gostava daquela sensação de medo, de tensão, dos sustos, do pavor e principalmente dos fortes pesadelos que o terror lhe causava.
Naquela noite não tinha sido diferente, minutos antes de se deitar assistira a um filme ao qual contava a historia de um jovem roqueiro chamado Juste que ganhara de uma fã um relógio folheado a ouro do qual gostou muito. Mas o que não sabia era que aquilo havia sido um presente roubado. Aquela fanática fã querendo agradar ao ídolo dando-lhe um presente caro, mas sem poder comprar, rouba de um defunto o aparentável relógio. A historia se desenrola então numa perseguição terrível de um fantasma a esse roqueiro para obter aquilo que lhe pertence e a determinação da fã em conquistar seu ídolo.
O cérebro de Jonas ainda muito agitado para dormir registrava cenas do filme: “Juste deitado na cama num sono profundo, de repente acorda meio assustado com barulhos de algo se mexendo no corredor que dava para o seu quarto. ‘Animais imbecis” exclamou ele se referiando ao seu cão ou seu porco (sim, ele tinha um porco de estimação). O relógio brilhava á fraca luz do luar que provinha da janela. Voltou a dormir rapidamente, mas fora acordado sentindo uma forte preção sobre seu ombro e ao abrir os olhos, deparou com algo que o fez soltar um berro apavorado. Um outro par de olhos bem vermelhos e cheios de ódio encarava os seus, sustentados por um corpo fantasmagórico, nojento e em decomposição. A mão podre apartava fortemente o ombro de Juste. Os olhos vermelhos pousaram sobre o relógio...”
Jonas afastou essas imagens de sua cabeça, não queria perder tempo naquela noite pensado em cenas horripilantes, no outro dia tinha de acordar cedo pra ir pra escola , afinal, tinha 12 anos.
O garoto virou-se de lado e fechou os olhos, sentiu a agitação cessar e vagarosamente o sono começou a chegar... “Juste brandindo a mão direita tentando espantar o fantasma nervoso. De repente a assombração com um simples golpe com uma afiada faca, decepa a mão de Juste”...
Jonas abriu os olhos e sentou-se na cama frustrado. “Assim não da!” pensou. Olhando ao redor não consegui ver nada além da densa escuridão. “Estou seguro, na minha casa, nada de fantasmas decepadores de mãos...” Pensando isso esfregou o rosto nas mãos e jogou-se na cama. Mas as cenas do filme insistiam em repassar em sua mente.
“Juste tateando as paredes da cozinha procurando algo para se refugiar, de repente encontra seu frízer velho e desativado. Sem excitar entra dentro dele fechando a porta sem fazer barulho, mas de repente ela é aberta bruscamente. A única coisa que Juste via era um par de olhos vermelhos raivosos flutuando na escuridão”...
Jonas abrindo os olhos sentiu-se como se não tivesse o feito, levantou-se e entreabriu a porta de seu quarto para deixar uma nesga de luz entrar, pois a luz da copa que ficava defronte ao seu quarto, permanecia acesa. Ao voltar pra cama fez o sinal da cruz, deu uma olhada em volta do quarto, estava bem mais claro, sentiu-se mais tranqüilo. Poderia abrir a porta completamente para que a luz inundasse seu quarto, ou ate acender a sua, mas isso o atrapalhava a dormir, também já não era uma criança pra temer o escuro, e além disso, no fundo, gostava daquela sensação, mas desejou ardentemente ter companhia, nem que fosse seu gato.
Fechou os olhos e sem querer as cenas do filme persistiam: “Juste andando pelas ruas de um cemitério, segurando o relógio com sua única mão. De repente, pára em frente a uma lápide em que se lia” Aqui jaz Alfredo Ribeiro 25/04/1965 - 02/07/2007. Ele então deposita o relógio sobre a lápide, mas pela segunda vez é surpreendido por uma mão apertando seu ombro...”
Jonas se sentindo irritado abanara a mão sobre o rosto, como se quisesse espantar as cenas pavorosas. Decidiu se concentrar no final do filme que foi feliz, ( O roqueiro devolvera o relógio ao tumulo do fantasma ficando livre dele e ainda acabou se casando com aquela fã que inconscientemente lhe causara desgraças) e por conseqüência o sono abraçou-o.

De repete Jonas acordara sobressaltado. Sentou-se na cama. Os olhos esbugalhados percorriam o aposento. O peito arfava violentamente. Acordara com um ranger de... Olhou para a porta de seu quarto e se deu conta de que fora aquilo que o acordara, estava mais aberta do que a deixara, provavelmente uma rajada de vento empurrara e a fizera ranger, só isso. Jonas abriu um meio sorriso, tranqüilizou-se com esse pensamento e achando-se mais calmo, fechou a porta.
Voltou para a cama e tentou dormir. Sentiu o sono envolve-lo de novo, mas de repente... ‘Poff’...au’, dois sons ao mesmo tempo o acordara, um ‘poff’ que parecia algo batendo nas tabuas sob seu colchão, juntamente com um outro ruído mais baixo que na hora ele não conseguiu identificar, mas tinha certeza de que o barulho viera de debaixo da cama. Desta vez nem se sentou na cama, o quarto escuríssimo com a porta fechada deixou-o mais temeroso.
Cobrindo-se até o nariz apurou bem os ouvidos, não ouviu mais barulho. Achou que devia ter sonhado. Tranqüilizou-se e a adrenalina foi abaixando. Voltou a sentir o sono chegando aos poucos, mas de repente algo fez com que o pouco sono que chegara fosse embora num estalar de dedos. O garoto sentiu algo nos pés, ‘se mexendo’ lembrou-se de um filme em que.... ‘isso agora não!’.
Cobriu-se até a cabeça e ficou imóvel. Então sentiu de novo algo roçar seus pés e não parou por aí, a coisa foi subindo por entre suas pernas, sob a colcha. Jonas foi abrindo-as ainda mais para não encostar naquilo.
A ansiedade e a curiosidade acompanhadas pelo medo fizeram com que descobrisse a cabeça e olhasse, viu um calombo sob a colcha, avançando para cima dele, até que chegou em sua virilha. Ele sentiu o peso da ‘coisa’ subir e parar em sua barriga, pesava +- 1 kg. “O que será?” perguntava-se e um turbilhão de monstros passáva-lhe na mente.
Jonas incapaz de gritar e muito menos se descobrir para ver o que tinha sobre si, começou a tremer violentamente. Calafrios por todo o corpo; parecia que sua espinha havia congelado. ‘Onde está a sua coragem e aquela adoração pelo medo?” ouviu uma voz na sua mente dizer. Mas defrontando com a tal situação que antes acharia “da hora” sentiu que não gostava nada daquilo.
Só Deus sabia quanto tempo a ‘coisa’ permaneceria ali e o que ela iria fazer, ele não podia esperar, tinha que remover a colcha e se livrar daquele caroço ambulante.
Jonas não ia agüentar nem mais um minuto, tinha de fazer, tinha que sair daquela situação.
“Jogo a colcha pro chão e meto-lhe um tapa”, este foi seu plano e fechando os olhos, livrou-se da colcha e em seguida desferiu um golpe com toda força, uma força que nunca imaginara ter. Acertou a ‘coisa’ em cheio e a mandou longe, escutou-a bater na parede oposta e cair no chão, silenciosamente.
Fosse o que fosse já estava morto. Percebendo que não corria mais riscos, tremendo, levantou-se da cama e ascendeu a luz. Ficou indignado. O que vira o fez gritar, um grito sufocado e engasgado. Jazia no chão, uma criatura peluda, olhos azuis abertos sem nenhuma expressão e brilho, um filete de sangue escorria-lhe pela boca, era Tot, o gato de Jonas.

FIM

de Bruno Wolff